Cold ironing no porto de San Diego (imagem Cody Hooven)

Da importância do COLD IRONING na poluição marítima

Da importância do COLD IRONING na poluição marítima 30-07-2021 As emissões poluentes dos grandes navios e a importância do ”Cold Ironing” para mitigar o seu efeito, em porto. O Cold Ironing é uma nomenclatura actualmente usada, em inglês, para designar um sistema que esteve em uso no tempo dos navios com máquinas alternativas e turbinas a vapor. As expressões em inglês são fáceis de traduzir para os portugueses que, normalmente, entendem bem o inglês. Todavia, há uma que, embora seja um sinónimo idiomático, foge ao contexto e precisa, para alguns, de uma explicação. Cold Ironing, Shore conection, Shore-to-ship-power (SSP), Alternative Maritime Power(AMP) On Shore Powwer Supply (OPS), High Voltage Shore-Side Conection (HVSC). O Cold Ironing (CI) é o termo mais consensual para designar a tecnologia que vamos abordar. Era a ligação eléctrica de um navio a terra, quando atracado, para satisfazer as suas necessidades energéticas, com o fim de desligar as caldeiras. Desta forma, permitia a poupança de carvão ou nafta, que eram os combustíveis usados no tempo dos navios a vapor: os célebres “Vapores”. Este procedimento possibilitava, ainda, proceder aos trabalhos de manutenção preventiva ou correctiva. O apagar das caldeiras originava o arrefecimento da casa das caldeiras e da casa das máquinas, daí a denominação Cold Ironing, que basicamente significa “arrefecimento do ferro”. Nesses tempos, ainda não havia a preocupação da poluição. Era o tempo do vapor, a força motriz capaz de impelir os pequenos e grandes “Vapores”, cuja dimensão e prestígio se avaliava pelo número de chaminés de que estavam dotados. O seu número era em função das caldeiras instaladas, o que significava grande potência de máquina e, por sua vez, grande velocidade. Não havia o cuidado a ter com problemas ambientais. Para os observadores em terra, a fumaça que saía das chaminés dos navios, quanto mais abundante … Continue reading “Da importância do COLD IRONING na poluição marítima”

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência
O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência 31/03/2021 Eu vou tomar como adquirido que o leitor está convencido que LER ARTIGO

Um país marítimo que não aproveita o mar

Um país marítimo que não aproveita o mar 30/04/2021 O mar é vital para os seres humanos e para o LER ARTIGO

“Portugal é um País de Marinheiros”

“Portugal é um País de Marinheiros” 30/05/2021 “Portugal é um País de Marinheiros” é uma afirmação muito usada e ouvida LER ARTIGO

A Marinha Mercante Nacional
As superestruturas do LAURA S durante uma escala no porto da Graciosa em julho de 2017 (imagem MM Betencourt)

A Marinha Mercante Nacional 30-06-2021 Este singelo “depoimento” é, naturalmente, subjectivo, mas traduz o sentimento fruto de muitos anos de LER ARTIGO

Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

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Contornar o Cabo das Tormentas
O Cabo da Boa Esperança ou das Tormentas (Imagen de Robert Pastryk em Pixabay)

Contornar o Cabo das Tormentas 31/10/2020 Neste século XXI, nunca como agora, a economia portuguesa, em geral, e a Economia LER ARTIGO

As superestruturas do LAURA S durante uma escala no porto da Graciosa em julho de 2017 (imagem MM Betencourt)

A Marinha Mercante Nacional

A Marinha Mercante Nacional 30-06-2021 Este singelo “depoimento” é, naturalmente, subjectivo, mas traduz o sentimento fruto de muitos anos de formação, experiência e sobretudo vivência no que o título documenta, e que parafraseando o Comandante da Armada António Pereira de Matos, que foi o grande impulsionador e timoneiro da Liga Naval Portuguesa, que a nossa Confraria Marítima em boa hora integrou, leva a afirmar que, a Marinha Mercante Portuguesa, chegou ao “zero absoluto”. Vem o título, propositadamente e a propósito, enfatizar a razão da designação Nacional, tão ao gosto do Estado Novo, em que não só no Estado, mas também nos empreendedores privados, se perseguia uma ideologia nacional, a qual recorrentemente incluía o adjectivo na sua própria designação comercial (Companhia Nacional de Navegação, Fábrica Nacional de Cordoaria, Fábrica Nacional de Sabões, Bolachas Nacional, etc.) e que tinha como objectivo estimular o caracter da produção e consumo a um todo território unido sob as mesmas Língua, História e Bandeira, e que se pretendia ser uno e continuado e indivisível. Foi assim que o ressurgimento da Marinha Mercante Nacional foi feito, maioritariamente pelo Estado, mas com a grande e imprescindível participação dos privados que a ela estavam ligados. E isto porque a Marinha Mercante foi reerguida estrutural e economicamente para uma realidade Nacional que compreendia muito bem o Portugal Continental, Insular e Ultramarino e compreendia muito mal a competitividade e o mercado do transporte marítimo internacional. Deveremos ser justos com algumas empresas que, com maior alcance e alicerçadas nos grupos que integravam, como foi o caso do armador Sociedade Geral, integrante do mundo CUF – Companhia União Fabril, já nos idos anos 50 e 60 do século XX estabeleciam carreiras internacionais, escalando regularmente portos do Norte da Europa e Estados Unidos, não só para descarga de produtos ultramarinos, carreira que nunca menosprezaram, … Continue reading “A Marinha Mercante Nacional”

“Portugal é um País de Marinheiros”

“Portugal é um País de Marinheiros” 30/05/2021 “Portugal é um País de Marinheiros” é uma afirmação muito usada e ouvida LER ARTIGO

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O Mar
MSC MAGNIFICA no terminal de passageiros do Porto de Leixões (imagem APDL)

O Mar 01/12/2020 O mar como opção estratégica. Como opção estratégica porque o mar foi o nosso passado, mas é LER ARTIGO

“Portugal é um País de Marinheiros”

“Portugal é um País de Marinheiros” 30/05/2021 “Portugal é um País de Marinheiros” é uma afirmação muito usada e ouvida no nosso país. E até poderia haver razões para tal, pois cerca de 80% da sua população vive perto do litoral, tem a maior área de Mar sob sua jurisdição entre os países da UE e as referências ao Mar são permanentes na sua história, na sua literatura e nos seus poetas. E que Portugal sempre dependeu do Mar ao longo dos seus nove séculos de existência também é inegável. Logo após a sua fundação como estado independente, para a conquista aos Mouros do território até ao Algarve assim como consolidação da sua fronteira com os estados ibéricos, foi através do Mar que recebeu a ajuda dos Cruzados. E naturalmente devido à pressão que o jovem Portugal sofreu na sua fronteira terrestre, contribuiu para que a opção de desenvolvimento fosse com o Mar porque isso significava a possibilidade segura e permanente de manter relações com o exterior. Pelo Mar entravam e saíam mercadorias e também se encontrava o alimento para o sustento da sua população. E mantendo o desenho, ainda actual, de uma faixa de terra, com pouco mais de duzentos quilómetros, à medida que a reconquista para sul foi sendo realidade a deslocação de habitantes concretizou-se no mesma direcção, cruzando os vários rios e estabelecendo-se nas suas fozes novas comunidades junto ao Mar, onde ainda hoje subsistem as maiores cidades portuguesas com os seus portos. E foi a partir destes portos que se estabeleceu o comércio marítimo. E daqui se iniciou o comércio medieval, por transporte marítimo, tanto para Inglaterra e o norte da Europa, como para o Mediterrâneo e que marcou o início da capacidade, técnico e treino da navegação portuguesa, percussora da expansão marítima posterior. Expansão marítima … Continue reading ““Portugal é um País de Marinheiros””

A Marinha Mercante Nacional
As superestruturas do LAURA S durante uma escala no porto da Graciosa em julho de 2017 (imagem MM Betencourt)

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O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência
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Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

Portugal e o Mar 28/02/2021 Metade da fronteira portuguesa é marítima, num contexto em que o Mar ocupa cerca de LER ARTIGO

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal
NRP GAGO COUTINHO

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal 01/01/2021 Para quem segue com alguma regularidade as notícias e desenvolvimentos LER ARTIGO

“O Futuro de Portugal está no Mar” – 120 anos da Liga Naval Portuguesa

Na viragem do séc. XIX para o séc. XX viviam-se os anos da “paz armada” que conduziu a uma guerra LER ARTIGO

Um país marítimo que não aproveita o mar

Um país marítimo que não aproveita o mar 30/04/2021 O mar é vital para os seres humanos e para o planeta e um espaço de soberania para os países marítimos, mas desde há muito que deixou de ser um desígnio nacional. Portugal dispõe de relevante posição geopolítica e geoestratégica. A zona económica exclusiva portuguesa (ZEE) ocupa a área de 1.727.408 km2, a quinta maior entre os países europeus e a vigésima a nível mundial. Com o pedido de extensão da sua jurisdição, a plataforma continental alarga-se a um total de mais de 3.877.408 km2, terceira posição como país europeu e décima mundial. Não se trata de ser maior ou menor, mas reconhecer o seu enorme potencial económico. A Estratégia Nacional para o Mar 2030 (ENM), documento técnico em consulta pública, metodologicamente bem elaborado, distancia-se da realidade económica nacional. A sua estrutura e organização prioriza premissas reversas, centradas no emprego, segurança, saúde e bem-estar, literacia, soberania, questões de descarbonização e alterações climáticas. São, naturalmente, interessantes, a par das preocupações administrativas e burocráticas do Estado, para uma resposta política e social. No essencial, condiciona a economia empresarial a objectivos políticos e à polis, fortemente limitada, daí as dificuldades em desenvolver negócios estruturantes e promover a formação de clusters de actividade. Quem se aventura nos negócios enfrenta a adversidade, não apenas do mercado, mas, mais pesado ainda e prévio, a da sobrecarga administrativa e burocrática do Estado. Correntemente, os governantes estabelecem limitações para tudo, não asseguram estabilidade e continuidade, como se a vida fosse predeterminada e o sucesso garantido aos empresários. O país necessita de compreender o que representa o MAR em termos económicos, como ponto de partida para se elaborar a estratégia de desenvolvimento económico e a estratégia para o MAR. Sem economia não há política e vice-versa, nem políticas que valham, porque … Continue reading “Um país marítimo que não aproveita o mar”

Recordando o 10º Aniversário da Confraria Marítima

Recordando o 10º Aniversário da Confraria Marítima 20/04/2021 O tempo voa … e a “Confraria Marítima de Portugal” celebrou o LER ARTIGO

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência
O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência

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Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

Portugal e o Mar 28/02/2021 Metade da fronteira portuguesa é marítima, num contexto em que o Mar ocupa cerca de LER ARTIGO

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela
Pormenor do quadro A batalha de Lepanto, autor desconhecido 159 (National Maritime Museum, Greenwich)

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela 28/02/2021 A conferência online, reuniu LER ARTIGO

Cadetes do Mar de Portugal

Cadetes do Mar de Portugal 31/01/2021 Todos estamos a viver em Portugal um momento decisivo da nossa História de quase LER ARTIGO

Rogério Silva Duarte Geral d’Oliveira (1921-2021)
CAlm ECN Rogério D'Oliveira (óleo s tela de Mário Alvarenga Rua)

Rogério Silva Duarte Geral d’Oliveira (1921-2021) 08/01/2021 É com profundo pesar que se dá a conhecer o falecimento ocorrido em LER ARTIGO

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência

O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência 31/03/2021 Eu vou tomar como adquirido que o leitor está convencido que Portugal deve apostar na economia do mar. Se não estiver, eu recomendo a leitura do artigo intitulado “Portugal e o Mar” da autoria do Contra-almirante António Bossa Dionísio, Presidente da Direção da CMP-LNP, publicado na Newsletter de março de 2021. Sendo assim, é lícito perguntar: por que razão o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ignora, quase literalmente, a economia do mar. Antes de oferecer uma resposta, é útil olhar para alguns números. A Economia do Mar na União Europeia A partir de 2018, a Comissão Europeia passou a publicar anualmente um relatório (“Annual Economic Report on EU Blue Economy”), que avalia o desempenho e o progresso de setores tradicionais, como construção naval, portos e transportes, mas também setores emergentes, como biotecnologia azul, mineração e dessalinização. O Pacto Verde Europeu veio reforçar a importância da Economia Azul ao colocar no epicentro da política europeia a redução das emissões de gases de estufa e a aposta na inovação por via da investigação e desenvolvimento. O relatório de 2020, com dados de 2018, mostra que a Economia Azul representa um valor acrescentado bruto (VAB) de €218 mil milhões de euros por ano e 5 milhões de empregos, ou seja 1,6% do VAB e 2,2% do emprego na EU27 + RU.  Portugal está acima da média europeia, com quotas de 3,2% e 5,5%, respetivamente, mas abaixo de países com tradição marítima como Grécia, Dinamarca, Estónia, Croácia, Chipre e Malta, como se mostra a seguir.   VAB Emprego Portugal 3,2% 5,5% Grécia 5,2% 14,2% Dinamarca 4,3% 4,6% Estónia 4,3% 7,2% Croácia 8,4% 10,6% Chipre 6,0% 10,0% Malta 6,6% 11,7%   Note-se que os números de Portugal são fortemente influenciados pelo peso do turismo costeiro, … Continue reading “O Mar no Plano de Recuperação e Resiliência”

Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

Portugal e o Mar 28/02/2021 Metade da fronteira portuguesa é marítima, num contexto em que o Mar ocupa cerca de LER ARTIGO

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela
Pormenor do quadro A batalha de Lepanto, autor desconhecido 159 (National Maritime Museum, Greenwich)

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NRP GAGO COUTINHO

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal 01/01/2021 Para quem segue com alguma regularidade as notícias e desenvolvimentos LER ARTIGO

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018)
54 encontro

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018) 01/01/2021 A Confraria Marítima de Portugal realizou o seu 54º Encontro LER ARTIGO

Henrique Portela Guedes é o novo Adido de Defesa em Berlim
Cmdt Portela Guedes, devidamente uniformizado com os alamares indicativos das funções de adido militar. (imagem EMGFA)

Henrique Portela Guedes é o novo Adido de Defesa em Berlim 01/12/2020 O nosso confrade Henrique Peyroteo Portela Guedes, está LER ARTIGO

Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

Portugal e o Mar

Portugal e o Mar 28/02/2021 Metade da fronteira portuguesa é marítima, num contexto em que o Mar ocupa cerca de 71% da superfície da Terra. Muito antes de sermos país, fomos portos. O nome que depois tivemos também foi o de um porto: Portus Cale. Como escreveu Camões foi na praia, na «ocidental praia lusitana» que se fez o país, com o privilégio de ter uma varanda atlântica. Fernando Pessoa na Mensagem escreveu “ó Mar salgado quanto do teu sal são lágrimas de Portugal “. Com o sentido coletivo que o Romantismo deu à palavra, o Mar fez-nos Nação. Do Mar chegou-nos a metade materna da segunda dinastia da monarquia, foi por Mar que a expansão nos garantiu casamentos com princesas castelhanas, foi por Mar que Portugal se expandiu para muito longe, foi por Mar que a Restauração se sustentou, pois dificilmente o conseguiria sem o Brasil, foi por Mar que Portugal sobreviveu a Napoleão, na transferência da corte para o Rio em 1808, foi por Mar que o liberalismo desembarcou definitivamente em 1832, para embarcar de novo na segunda metade de oitocentos na ocupação africana que perdurou até 1975. O Mar não nos deixa indiferentes à sua grandeza, mistérios e simbolismos. Sempre foi um espaço lendário, associado a numerosos mitos e lendas.   Descobrimentos Nascemos a ver, ouvir e sentir o Mar. Desde os alvores da nacionalidade, e terminada a conquista do solo português, o Mar era o nosso grande chamamento, a nossa vocação. Por isso desbravámos o lendário Mar tenebroso, tornámo-lo no nosso Mar, alterando o rumo da nossa História e transformando a face do mundo até então conhecido. Consolidada a conquista da terra pátria, a nação portuguesa via no Mar a sua porta natural – Onde a terra acaba e o Mar começa. Portugal lançou-se na maior aventura coletiva … Continue reading “Portugal e o Mar”

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela
Pormenor do quadro A batalha de Lepanto, autor desconhecido 159 (National Maritime Museum, Greenwich)

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NRP GAGO COUTINHO

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal 01/01/2021 Para quem segue com alguma regularidade as notícias e desenvolvimentos LER ARTIGO

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018)
54 encontro

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018) 01/01/2021 A Confraria Marítima de Portugal realizou o seu 54º Encontro LER ARTIGO

O Mar
MSC MAGNIFICA no terminal de passageiros do Porto de Leixões (imagem APDL)

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Contornar o Cabo das Tormentas
O Cabo da Boa Esperança ou das Tormentas (Imagen de Robert Pastryk em Pixabay)

Contornar o Cabo das Tormentas 31/10/2020 Neste século XXI, nunca como agora, a economia portuguesa, em geral, e a Economia LER ARTIGO

NRP GAGO COUTINHO

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal

O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal 01/01/2021 Para quem segue com alguma regularidade as notícias e desenvolvimentos ligados à temática do Mar, o conjunto de assuntos normalmente referidos pela maioria dos meios de comunicação social concentra-se em áreas mais “tradicionais” que, no fundo, têm acompanhado a História de Portugal e contribuído, de uma forma ou de outra, para importantes evoluções sociais e económicas. O sector das pescas é, claramente, uma das áreas privilegiadas por esta maior atenção mediática. Em anos mais recentes outros setores têm vindo a ganhar uma maior importância, sobretudo em razão do seu contributo para economia nacional: os portos, a aquacultura ou o turismo. Embora o projeto de extensão da plataforma continental tenha sido iniciado há mais de 15 anos, em agosto de 2017 voltou a “competir” no espaço mediático com aqueles setores mais tradicionais ligados ao mar de Portugal. Foi precisamente nesta altura que se iniciou a última fase do Projeto de Extensão com o início da sua avaliação pela Comissão de Limites da Plataforma Continental (CLPC) da Organização das Nações Unidas (ONU). A proposta portuguesa tinha sido entregue na ONU em maio de 2009 (a 44ª a dar entrada na CLPC) com uma dimensão aproximada de 2.150.000 km2. A 1 de agosto de 2017 foi entregue uma Adenda à Proposta, baseada nos dados de batimetria, geologia e geofísica, recolhidos desde 2009. Esta Adenda inclui um novo limite exterior da Plataforma Continental com uma área aproximada de 2.400.000 km2. Decorridos oito anos desde a entrega da Proposta portuguesa, apenas a 24 de julho de 2017 a CLPC procedeu à designação dos sete membros que compõem a subcomissão encarregue de analisá-la. É no âmbito desta subcomissão que decorre a avaliação da Proposta, eminentemente de carácter técnico e científico, suportada pelas disposições jurídicas relevantes da … Continue reading “O Projeto de Extensão da Plataforma Continental de Portugal”

Contornar o Cabo das Tormentas
O Cabo da Boa Esperança ou das Tormentas (Imagen de Robert Pastryk em Pixabay)

Contornar o Cabo das Tormentas 31/10/2020 Neste século XXI, nunca como agora, a economia portuguesa, em geral, e a Economia LER ARTIGO

O Mar
MSC MAGNIFICA no terminal de passageiros do Porto de Leixões (imagem APDL)

O Mar 01/12/2020 O mar como opção estratégica. Como opção estratégica porque o mar foi o nosso passado, mas é LER ARTIGO

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018)
54 encontro

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018) 01/01/2021 A Confraria Marítima de Portugal realizou o seu 54º Encontro LER ARTIGO

Cadetes do Mar de Portugal

Cadetes do Mar de Portugal 31/01/2021 Todos estamos a viver em Portugal um momento decisivo da nossa História de quase LER ARTIGO

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Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

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MSC MAGNIFICA no terminal de passageiros do Porto de Leixões (imagem APDL)

O Mar

O Mar 01/12/2020 O mar como opção estratégica. Como opção estratégica porque o mar foi o nosso passado, mas é também o presente e o futuro. Foi o nosso passado porque Portugal deu “novos mundos ao mundo” precisamente através do mar, dos oceanos, com enormes repercussões no desenvolvimento económico nacional, e europeu. Pelas relações comerciais entretanto estabelecidas, mas, também, pela inovação que foi necessário introduzir para conseguir alargar os nossos horizontes. Inovação nas ciências exatas como a matemática, ou nas ciências aplicadas como a engenharia naval. E foi esta complexa simbiose que, através do mar, permitiu construir o universo da lusofonia e assim alcançar e desenvolver territórios tão longínquos nas Américas, em África ou mesmo na Ásia. E permitiu também criar uma cultura muito própria em torno da Língua Portuguesa, porque afinal a nossa língua é a nossa pátria. É também o presente porque é através do mar que grande parte da produção industrial Portuguesa é exportada, sendo os portos estruturas absolutamente essenciais para que os nossos produtos possam alcançar virtualmente todos os cantos do planeta. Mas os portos são também recetores de bens produzidos noutros países, sendo assim a interface mais visível da globalização económica moderna. Note-se que a vasta maioria das trocas comerciais mundiais se desenrolam atualmente por via marítima. E é o futuro porque para além da economia tradicional abre-se toda uma nova visão de economia do mar, desde logo porque o alargamento da plataforma continental torna Portugal num país marítimo imenso, onde a biodiversidade, incluindo as pescas, devem ser uma aposta clara e estratégica. E os fundos marinhos representam, também, pela sua enorme riqueza objetiva uma aposta estratégica nacional. Desde logo, pela “fronteira” marítima com a América do Norte tornando as águas portuguesas uma zona privilegiada de interação marítima, incluindo o controlo das comunicações digitais (por … Continue reading “O Mar”

Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

Portugal e o Mar 28/02/2021 Metade da fronteira portuguesa é marítima, num contexto em que o Mar ocupa cerca de LER ARTIGO

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela
Pormenor do quadro A batalha de Lepanto, autor desconhecido 159 (National Maritime Museum, Greenwich)

Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela 28/02/2021 A conferência online, reuniu LER ARTIGO

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NRP GAGO COUTINHO

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Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018)
54 encontro

Recordando o 54º Encontro (16 de novembro de 2018) 01/01/2021 A Confraria Marítima de Portugal realizou o seu 54º Encontro LER ARTIGO

Contornar o Cabo das Tormentas
O Cabo da Boa Esperança ou das Tormentas (Imagen de Robert Pastryk em Pixabay)

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O Cabo da Boa Esperança ou das Tormentas (Imagen de Robert Pastryk em Pixabay)

Contornar o Cabo das Tormentas

Contornar o Cabo das Tormentas 31/10/2020 Neste século XXI, nunca como agora, a economia portuguesa, em geral, e a Economia do Mar, em particular, tiveram pela frente a necessidade de ultrapassar um terrível Cabo das Tormentas, relacionado com a crise sanitária provocada pela pandemia COVID-19 e a consequente crise económica que lhe está associada. Neste momento, todos nós estamos a experienciar os famosos versos, do canto V, dos Lusíadas, relativos à aproximação ao Cabo das Tormentas.   Tão temerosa vinha e carregada, Que pôs nos corações um grande medo; Bramindo, o negro mar de longe brada, Como se desse em vão nalgum rochedo. – «Ó Potestade (disse) sublimada: Que ameaço divino ou que segredo Este clima e este mar nos apresenta, Que mor cousa parece que tormenta?»   Sim, a nuvem da crise é tão escura e carregada que a todos incute um grande medo. É caso para se dizer Meu Deus que ameaça ou que segredo este Mar nos mostra, que parece ser coisa pior que um temporal?”   De facto, se olharmos para os títulos das quatro últimas publicações outlook do Fundo Monetário Internacional (FMI), percebemos muito bem, a dimensão desta enorme nuvem negra que está por cima de nós. Os títulos das publicações são esclarecedores:  – “Escalada de Barreiras Comerciais” (outubro 2019); – “Recuperação Lenta” (janeiro 2020); – “O Grande Confinamento” (março 2020) e – “Uma Crise Como Nunca” (junho 2020). Da mesma forma, a evolução da estimativa da taxa de crescimento do produto interno bruto (PIB) mundial, para este ano de 2020, evoluiu da seguinte forma: Em outubro de 2019, a estimativa era de +3,4%, em janeiro de 2020, passou para +3,3%, em março de 2020, passou para -3,0% e, em junho de 2020 passou para -4,9%. Ou seja, em poucos meses, a estimativa de crescimento do … Continue reading “Contornar o Cabo das Tormentas”

Recordando o passeio no Barco Évora no dia 10 de junho de 2019

Conforme em tempo amplamente divulgado pela Direcção, a Confraria Marítima de Portugal realizou no passado dia 10 de Junho, Dia LER ARTIGO

“O Futuro de Portugal está no Mar” – 120 anos da Liga Naval Portuguesa

Na viragem do séc. XIX para o séc. XX viviam-se os anos da “paz armada” que conduziu a uma guerra LER ARTIGO

O Mar
MSC MAGNIFICA no terminal de passageiros do Porto de Leixões (imagem APDL)

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Cadetes do Mar de Portugal

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Portugal e o Mar
Barra do Porto da Ilha de Porto Santo (imagem João Gonçalves)

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Aniversário dos 450 anos da Batalha de Lepanto evocado pela Confradía Europea de la Vela
Pormenor do quadro A batalha de Lepanto, autor desconhecido 159 (National Maritime Museum, Greenwich)

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